A primeira noite começa na quinta-feira, dia 27, com os Sopas de Vinho, às 19h30, num arruado entre bandas que antecede a entrada em cena de Trevo de Cordas, no palco Azenha – redenominado e com nova localização, já que passa agora para a margem direita do Neiva. Os Carunchos, projecto espanhol, actuam às 22h15, seguindo-se, já à meia-noite, a animação pelo DJ Gaiteirinho, responsável pela selecção musical de world music e folk que prolongará a primeira noite do festival.
A sexta-feira introduz uma dimensão mais participativa na programação. A partir das 15h30, o público poderá integrar a oficina Toque e Canto Colectivo de Adufe, orientada por Liliana Abreu, seguindo-se, às 17h00, uma oficina de gaitas de fole com Ricardo Coelho e, às 18h00, uma sessão de danças galegas conduzida por As Pias. Mais do que assistir, o público é chamado a experimentar directamente algumas das expressões culturais que o festival leva ao palco.
A partir das 19h30, com a Fanfarra da Cebolada a percorrer o recinto, começa a segunda noite de concertos. As Pias actuam às 20h30, antes de Prieto Picado, às 22h00, no palco Arredas. Seguem-se as galegas Tanxugueiras, às 23h30, naquele que é aguardado como um dos momentos maiores da edição deste ano. A noite continua com The Riddims, às 1h15, e Gringo’s Paradise, às 2h45, mantendo a música ao vivo até de madrugada.
O sábado começa cedo e recupera a relação do festival com o território envolvente. Assim, para as 10h00 prevê-se a realização de uma caminhada e, às 15h00, actividades de canoagem, antes de regressarem as oficinas. Brinquedos Sonoros, orientada pelos Zuca-Truca, está marcada para as 15h30, seguindo-se nova sessão de Toque e Canto Colectivo de Adufe, às 17h00, e uma oficina de danças, às 18h00, conduzida pelo projecto Trigueirinha.
A última noite do Arredas mantém a fórmula de cruzamento entre tradição e linguagens contemporâneas. Os Zés Pereiras de Bravães abrem o programa musical com um arruado, às 19h30, antes de Trigueirinha subir ao palco Azenha, quando forem 20h30. Às 22h00, no palco Arredas, será a vez dos Diabo a Sete, seguindo-se, no palco Azenha, UXU Kalhus, às 23h30.
A recta final da edição fica entregue ao grupo Trasga – um projecto de originais na língua Mirandesa –, à 1h15, e a OMIRI, às 2h45. O projecto de Vasco Ribeiro Casais, que cruza música tradicional portuguesa com electrónica e outras linguagens contemporâneas, encerra assim um programa em que diferentes formas de olhar para a música de raiz se encontram ao longo de três dias nas margens do Neiva.
Depois de, em Maio, a organização ter apresentado o cartaz com Tanxugueiras, OMIRI, UXU Kalhus e Diabo a Sete entre os principais nomes, o programa agora conhecido na íntegra revela uma aposta que não se esgota nos grandes concertos. A proposta coloca música, dança, instrumentos tradicionais e actividades ao ar livre em diálogo com o espaço envolvente, mantendo a matriz de um festival que, desde 2009, tem vindo a afirmar-se como uma referência nacional da música folk.
Com uma programação distribuída por diferentes horários e formatos, a 16.ª edição conserva, assim, uma das características que têm marcado o festival: a possibilidade de passar do espectáculo à participação, da música de palco ao arruado e da escuta à aprendizagem, sem quebrar a ligação à tradição que está na origem do Arredas. E fá-lo mantendo outra das suas marcas: no Arredas, os concertos, o campismo e também os banhos de água quente continuam a ser gratuitos, numa fórmula que faz da participação, mais do que uma possibilidade, parte da própria identidade do festival.
A Torgo – Associação de Apoio às Artes é responsável pela organização do Arredas, que conta com o apoio do SETE JORNAL.