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Barcelos

Arredas Folk Fest agiganta-se (outra vez) com Tanxugueiras, OMIRI e UXU Kalhus

Nos últimos anos, o cartaz tem misturado artistas tradicionais e contemporâneos que colocam em palco sonoridades cada vez mais ricas de bandas portuguesas e internacionais, sobretudo espanholas e maioritariamente galegas. Dos 15 espectáculos anunciados hoje, 24, o destaque vai para os projectos das Tanxugueiras (foto) e de Vasco Ribeiro Casais (OMIRI), mas haverá muito mais. O Arredas Folk Fest acontece a 27, 28 e 29 de Agosto, em Tregosa, Barcelos.

PAULO VILA

24 de Maio 2026
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Arredas Folk Fest agiganta-se (outra vez) com Tanxugueiras, OMIRI e UXU Kalhus

O festival que tem vindo a conquistar reputação nacional desde que se estreou, em 2009, continua a afirmar-se como uma referência do folk no País. Apresentado esta tarde, em Tregosa, o cartaz traduz a aposta reforçada da Torgo – Associação de Apoio às Artes, numa programação que integra alguns dos projectos mais inovadores da música tradicional portuguesa e ibérica do momento.

São os casos das galegas Tanxugueiras e do multi-instrumentista Vasco Ribeiro Casais, principal rosto de Omiri. A par de UXU Kalhus e Diabo a Sete, entre mais de uma dezenas de nomes, assumem o protagonismo da 16.ª edição do Arredas Folk Fest, marcada para 27, 28 e 29 de Agosto, no parque fluvial de Tregosa, em Barcelos.

Formadas em 2015 por Sabela Maneiro, Aida Tarrío e Olaia Maneiro, as Tanxugueiras assumem-se como um projecto de reinterpretação contemporânea da tradição galega, situado entre o folk, a música de raiz atlântica e a pop global. O trio de cantadeiras alcançou um impacto enorme na Galiza e, até, em toda a Península Ibérica.

O single “Terra” (2021) tornou-se quase num hino cultural galego moderno. Em 2023 encheram o Coliseu da Corunha – um acontecimento histórico para música em galego –, tendo sido galardoadas com os prémios Odeón (Artista Revelação Alternativo), MIN (Prémios da Música Independente) e Martín Códax, entre muitos outros.

Têm quatro álbuns editados: Tanxugueiras (2018), Contrapunto (2019) e Diluvio (2022), sendo que este último foi n.º 1 de vendas em Espanha e conta com mais de 60 milhões de reproduções nas plataformas digitais. Com O Cuarto, recém lançado, assinalam dez anos de carreira e é com ele que prometem contagiar o Arredas. Será “um espectáculo único, especial e cheio de energia, onde a emoção, a força e a ligação com o público transformam cada concerto numa experiência ímpar”.

A opção por Tanxugueiras segue, assim, uma orientação programática da Torgo que procura no outro lado da fronteira projectos que dialogam com as tradições do Norte de Portugal. Esta cultura atlântica comum que se sobrepõe a uma lógica puramente espanhola esteve, de resto, em evidência na edição de 2025, quando Baiuca levou a Tregosa a sua música electrónica de raiz galega.

Dalva Rodrigues (em primeiro plano na foto), vereadora da Cultura e Educação da Câmara de Barcelos, deixou esta tarde em Tregosa a garantia de que o Arredas Folk Fest é um evento que “engrandece” o concelho. © PAULO VILA

Aguardado com grande expectativa, pelo Arredas passará, também, OMIRI. Conduzido por Vasco Ribeiro Casais, trata-se de um dos mais originais projectos de reinvenção da música de raíz portuguesa. O músico conta com actuações nos maiores festivais nacionais e internacionais, como sejam a Womex, Reepper-bahn, Eurosonic, Rudolstadt, Artes à Rua, entre outros.

Omiri é uma fusão de viras, corridinhos, polcas, desgarradas e cantares rurais que, pelas mãos de Vasco Ribeiro Casais, mostram que podem coexistir com a linguagem contemporânea e a cultura eletrónica. O projecto define-se como sendo, “acima de tudo, remix, a cultura do século XXI”.

A celebrar 25 anos, UXU Kalhus regressam ao Arredas depois de ali terem estado em 2011, dava o festival os primeiros passos. Com centenas de espectáculos em Portugal e no estrangeiro, a banda distingue-se pelo seu ritmo contagiante e uma fusão de sons autênticos da música popular portuguesa com o toque irreverente do reggae, rock, funk e jazz.

Já em Diabo a Sete, o público vai encontrar uma banda folk-rock que cruza ritmos, melodias e instrumentos associados à matriz tradicional, com letras e sonoridades contemporâneas. Sediados em Coimbra desde 2003, contam com três discos editados e participações em importantes festivais associados à world music que os têm confirmando como uma referência incontornável na reinvenção da música portuguesa de raiz.

Compõem, ainda, o cartaz com um total de 15 bandas, Os Carunchos (ESP), Trasga, The Riddms, Gringos Paradise, Prieto Picado (ESP), Trevo de Cordas, As Pias (ESP), Trigueirinha, Zés Pereiras de Bravães, Sopas de Vinho e Fanfarra da Cebolada. A cargo do DJ Gaiteirinho (Ricardo Coelho), a selecção musical composta por sons da world music e do folk vai animar, noite dentro, o primeiro dos três dias de concertos.

A cerimónia de apresentação foi aproveitada por Secundino Ferros, presidente da Junta da UF de Durrães e Tregosa, para lançar um apelo à vereadora da Cultura do Município barcelense: “precisamos é de mais ajuda da Câmara”. O desafio do autarca foi antecedido de uma garantia já antes deixada por Dalva Rodrigues: “da nossa parte, terão sempre o nosso empenho e a nossa atenção (…) para que a festa seja de arrasa”, prometeu a vereadora.

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