Transparência municipal: Barcelos afunda-se. Braga, Famalicão e Guimarães mantêm-se à tona
Reconquistada aos socialistas, a Câmara que passou a ser liderada por Mário Constantino não se afasta dos últimos lugares da tabela que mede os índices de transparência municipal.
O município de Barcelos ocupa o 47.º lugar do ranking das 50 maiores cidades de Portugal nos índices de transparência da Dyntra, uma organização internacional independente, sem fins lucrativos, sediada em Bruxelas, Bélgica.
Conhecidos em Outubro último, os resultados revelam ainda que, à medida que o ranking abrange um maior número de autarquias, mais Barcelos se afunda na tabela. Em Outubro de 2021, era 93.ª num universo de 113 câmaras. Agora, avaliados que foram 121 municípios, caiu para a 100.ª posição.
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Pela terceira vez em sete meses, o executivo de Mário Constantino tentará aprovar hoje, 2, um subsídio à ACIB (55.000€) para suportar despesas não comprovadas e que, num dos casos, terão sido realizadas há quase três anos. As respostas às perguntas do SETE JORNAL são evasivas e, noutras situações, comprovam que o Município desconhece o que vai pagar.
O SETE JORNAL falou com um conjunto de pessoas que desconheciam ter as quotas em dia e deixaram claro que se o seu nome consta dos cadernos eleitorais foi porque “alguém as pagou”. Entre os quase 3000 militantes reactivados – só em Barcelos – nos últimos meses, há dezenas de mortos, sendo que foi possível identificar, pelo menos, sete antigos autarcas.
Neste período, saiu da Assembleia da República, passou a desempenhar funções de vereador em regime de permanência e, em Novembro do ano passado, iniciou um novo mandato na Câmara de Barcelos. Estas circunstâncias, entre outras, obrigavam o agora candidato à Distrital de Braga do PSD a actualizar a Declaração Única junto da Entidade para a Transparência, mas nunca o fez. A irregularidade é sancionada com perda de mandato.
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