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Região

Sala Suggia esgotou para ouvir 270 pequenos artistas do Conservatório de Música de Barcelos

A grande sala da Casa da Música, no Porto, encheu-se hoje, 23, para um espectáculo inspirado no universo de sonho e fantasia da Disney. Coro e orquestras (sopro e cordas) harmonizaram-se e apresentaram o Concerto da Primavera, numa demonstração de disciplina e paixão pela música.

PAULO VILA

23 de Março 2025
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Sala Suggia esgotou para ouvir 270 pequenos artistas do Conservatório de Música de Barcelos

Dela se diz que é a única sala de concertos do mundo onde é possível tocar – entenda-se, ler as partituras – com recurso a luz exclusivamente natural. E foi neste ambiente que a plateia, novamente lotada, assistiu ao segundo espectáculo que, no ano lectivo em curso, o Conservatório de Música de Barcelos levou à Sala Suggia, com capacidade para mais de 1200 lugares.

Pelo palco passaram as classes de conjunto (regimes articulado e integrado) formadas por duas orquestras de cordas e outras tantas de sopros (juvenil e júnior), às quais se juntaram as vozes dos coros do 2.º ciclo (articulado), oriundas dos agrupamentos de escolas barcelenses Abel Varzim, Rosa Ramalho, Vila Cova, Vale de Tamel e Gonçalo Sampaio – este último da Póvoa de Lanhoso.

Composto por um conjunto de sete bandas sonoras de filmes de animação da Disney, o repertório foi executado por 270 alunos – 160 dos quais integrantes do coro – sob a direcção musical de Américo Martins, Carlos Martinho e Joana Lopes, co-adjuvados por Pedro Cibrão e Tiago Rodrigues. Os jovens artistas têm idades compreendidas entre os 10 e 17, sendo que o coro foi assegurado pelas turmas dos 5.º e 6.º anos de escolaridade.

Pelo palco da Sala Suggia passaram 270 alunos dos regimes integrado e articulado do Conservatório de Música de Barcelos. ©ANTÓNIO ALMEIDA – ART$WOLF CREATIVE STUDIO

Integrando alunos dos regimes integrado e articulado, a preparação de um espectáculo desta natureza querer esforços redobrados. “Tratou-se de um programa pensado desde Janeiro. Foram dois meses e meio de trabalho onde cada professor acompanhou a sua classe conjunto e, nas últimas três semanas, ao sábado, fizemos a ligação das várias orquestras com o coro”, explicou a maestrina Joana Lopes, salientando que a “necessidade de aglomerar todos os alunos” era a condição para fazerem “um trabalho melhor”.

Um objectivo plenamente alcançado, nota a professora que, no final, encontrou crianças “muito felizes” porque o espectáculo “correu muito bem” e, para isso, concorreu o facto do “tema” ser “indicado para as idades”. Tratando-se de “uma sala muito difícil”, Joana Lopes diz que todas as crianças “estiveram ao nível” do “respeito” que aquele espaço “impõe” e sublinha-lhes o “comportamento irrepreensível”.

Uma conduta que “vem da regra da sala de aula” e da “disciplina” a que se submetem. “Todas as sextas-feiras, que são dias de orquestra, eles têm regras a cumprir”. E para além do “respeito enorme pelo professor que está a dirigir”, revelam uma grande vontade em “querer fazer melhor”. A começar pelos “pequeninos”, que “vêem nos mais velhos um exemplo a seguir. São modelos para eles”, conclui a docente.

Zootopia, Encanto, Pocahontas (Quantas cores o vento tem), Moana (Onde irei ter), Hércules, A Bela e o Mostro e Aladino foram os clássicos da Disney cujos arranjos os alunos do Conservatório de Música de Barcelos interpretaram neste Concerto da Primavera. Saídos de uma plateia maioritariamente composta por familiares e amigos, os aplausos ouviram-se de pé.

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