Resíduos de Barcelos estão a ser colocados directamente em aterro sem tratamento
Os números fornecidos ao SETE JORNAL mostram uma realidade até aqui totalmente desconhecida. Afinal, quase todo o lixo produzido naquele concelho vai directo para aterro. Estas descargas potenciam a libertação de maus odores, causa da enorme insatisfação que grassa nas freguesias em redor da unidade de Paradela. Implicitamente, a Resulima aponta o dedo ao Município de Barcelos. As versões não são coincidentes.
É a própria empresa quem revela a verdadeira dimensão do problema que afecta a operação da nova Unidade de Confinamento, Preparação e Tratamento de Resíduos Urbanos (UCPT) de Paradela. A quantidade de resíduos depositados directamente no aterro sanitário é impressionante – como se verá mais à frente – e a responsabilidade está a ser assacada ao Município de Barcelos, ainda que de forma subentendida. É ali que, “em alguns circuitos de recolha”, garante a Resulima, “foram detectados resíduos têxteis de origem não doméstica
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O senhorio é Paulo Mendanha, homem próximo da coligação que governa a Câmara e com a qual intensificou negócios nos últimos tempos. Quando o SETE JORNAL procurou saber em que moldes se estabeleceram contratos de arrendamento que tem o Município como inquilino, o silêncio prevaleceu sobre a transparência. Os factos são agora dados a conhecer.
O prazo para a conclusão da ponte entre as freguesias de Arcozelo e Tamel S. Veríssimo terminou a 20 de Outubro, mas desconhece-se quando ficará acabada porque a Câmara recusa esclarecimentos. Às omissões do projecto somam-se atrasos incompreensíveis na adjudicação dos trabalhos complementares.
Tido como um “investimento de primeira prioridade” para resolver problemas ambientais “graves”, a infra-estrutura vai custar 36,2 milhões de euros, estando ainda por assegura cerca de um terço do financiamento. A nova ETAR substituirá a actual (foto), mantendo-se em Vila Frescainha S. Pedro.
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