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Ponte de Lima

Quatro meses depois da denúncia do SETE JORNAL, concurso está parado e a Câmara em silêncio

A investigação do SETE JORNAL publicada a 8 de Maio revelou que Lúcia Soares Pereira concorria a um lugar no Serviço de Comunicação e Eventos, que passou a tutelar como vereadora, e que uma técnica desse serviço integrava o júri do concurso. Na sequência da notícia, o PSD de Ponte de Lima apresentou uma participação ao Ministério Público, enquanto o presidente da Câmara (foto) dava certezas de que não havia fundamento para repetir o procedimento e garantia que qualquer eventual incompatibilidade seria “apreciada e resolvida nos termos legalmente exigíveis”.

PAULO VILA

23 de Setembro 2026
Quatro meses depois da denúncia do SETE JORNAL, concurso está parado e a Câmara em silêncio
Mais de quatro meses depois do SETE JORNAL ter revelado que a vereadora Lúcia Soares Pereira era candidata a um lugar no serviço municipal que passou a tutelar politicamente e que uma das técnicas que integra o júri se encontra hierarquicamente dependente da vereadora, o procedimento concursal continua sem desfecho conhecido. A investigação denunciou as condições de imparcialidade do concurso e desencadeou, no dia seguinte, uma reacção política que acabaria por chegar ao Ministério Público (MP): o PSD de Ponte de Lima anunciou que apresentaria
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A revisão que entra em vigor a 1 de Outubro alarga de forma significativa os contratos que podem ser entregues através de procedimentos fechados – isto é, limitando a concorrência – e, ao mesmo tempo, reduz mecanismos de fundamentação e escrutínio. Organização alerta para “sinais opostos” numa área da despesa pública particularmente exposta à corrupção.

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Depois de ter recorrido ao ajuste directo para comprar “serviços” a jornais e empresas de comunicação em procedimentos que o SETE JORNAL demonstrou serem ilegais, a Câmara de Barcelos voltou a utilizar exactamente o mesmo mecanismo para contratar, desta feita, publicidade a três rádios, tendo ocultado documentação relativa aos procedimentos em causa. Antena Minho, Onda Viva e Rádio Barcelos firmaram, no conjunto, adjudicações no valor de 82.800€, aos quais acresce IVA, através de processos em que o Município voltou a invocar “critérios materiais” para afastar a concorrência.

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