Quando são precisos 22 anos para construir menos de 1 km de estrada
Prometido a cada novo ciclo autárquico, foi-se arrastando ao longo de sete mandatos. Mais de duas décadas depois, o fecho da circular rodoviária urbana de Barcelos avançou por estes dias e é já apontado como “um marco histórico”. O SETE JORNAL traça-lhe o caminho de uma obra que começou há… 40 anos!
Salão Nobre dos Paços do Concelho de Barcelos, 26 de Novembro de 1988. Quando o primeiro-ministro Cavaco Silva, ainda a cumprir o primeiro mandato, recebeu das mãos do presidente da Câmara, João Machado, a Medalha de Ouro da Cidade, tinha acabado de inaugurar a “ponte nova”. A travessia sobre o rio Cávado, que permitiu retirar parte substancial do tráfego que confluía para a esgotada ponte medieval, provocando o caos, era peça crucial na construção da projectada circular urbana. Marcou, de resto, o arranque daquele que viria a ser
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Nada bate certo nos esclarecimentos que o Município tem vindo a dar sobre a forma como criou e vai resolver a desconformidade denunciada pelo SETE JORNAL. Desta feita, desdisse a informação que prestou há menos de duas semanas, mas recusa dar mais detalhes.
Está entre os principais arguidos da Operação Tutti-Frutti, acusado de 22 crimes, seis dos quais por corrupção. Sem “condições políticas” para exercer o mandato de deputado, o PSD afastou-o do Parlamento, mas, volvidos dez meses, tem-no agora com candidato à Distrital de Braga, uma das maiores do País. Em Barcelos, a arregimentação de militantes foi grande nos últimos meses e a vitória dificilmente lhe escapará.
No próximo ano sairão dos cofres da Câmara mais 2.224.435€, muito embora o orçamento que a Assembleia Municipal vota hoje, 29, tenha inscrito um montante inferior em 11,44%, pondo em causa a legalidade da deliberação. Aprovado em 2020, o saneamento financeiro continua a ser adiado e apesar do aumento exponencial das transferências, a saúde das contas da empresa é de grande vulnerabilidade.
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