Culpa. A sombra invisível que se senta ao lado do coração enlutado e nunca desaparece. Ela chega devagar, sussurra, instala-se sem permissão e, de repente, percebe: está presa nela. E segreda: “Poderia ter feito mais”, “deveria ter dito aquilo”, “devia ter reagido diferente”. Ela não precisa de razão, não se importa com o que é justo ou real. A culpa no luto não se mede; sente-se, pesada, constante, afiada como uma lâmina escondida. Uma sombra invisível, esmagadora, que transforma a dor em punição contínua.
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