Ir para o conteúdo principal

Até que a morte não nos separe

Sorriso infiel da culpa

PATRÍCIA SOUSA

PATRÍCIA SOUSA

Interlocutora do luto
15 de Novembro 2025
Culpa. A sombra invisível que se senta ao lado do coração enlutado e nunca desaparece. Ela chega devagar, sussurra, instala-se sem permissão e, de repente, percebe: está presa nela. E segreda: “Poderia ter feito mais”, “deveria ter dito aquilo”, “devia ter reagido diferente”. Ela não precisa de razão, não se importa com o que é justo ou real. A culpa no luto não se mede; sente-se, pesada, constante, afiada como uma lâmina escondida. Uma sombra invisível, esmagadora, que transforma a dor em punição contínua. É paradoxal: