Nunca, nunca mais conseguimos olhar para um hospital e vê-lo apenas como um prédio cheio de médicos, corredores e horários. Depois da perda, ele tornou-se um mapa de lembranças, de medos e de despedidas. Cada sala, cada cheiro, cada passo ecoa com o que ficou para trás.
O meu pai entrou para uma operação simples. Prometida como rotineira. Saiu em pedaços, suspenso entre a vida e a morte, preso num coma que durou quase seis meses. E eu... eu fiquei ali, sentada, na vigilância que não termina, a ouvir bips e silêncios como se fossem
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