“Calma, o tempo cura tudo”. Quantas vezes já ouviu isto? Dizem-no como se fosse uma promessa. Uma verdade universal. Mas a verdade é que não é. O tempo, por si só, não cura. Ele passa. Ele corre. Ele voa. Mas há dores que não toca. Há silêncios que não preenche. Há corações partidos que continuam a bater entre os estilhaços, mesmo quando os ponteiros já deram a volta ao relógio mil vezes. Porque o tempo, por mais que passe, não tem o poder de apagar o que foi vivido. Não desfaz o amor. Não desfaz a ausência. E muito menos
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