É curioso como, diante da dor mais crua, sentimos a urgência quase desesperada de preencher o silêncio com palavras. Como se as frases prontas que guardamos na memória fossem capazes de preencher o espaço deixado por quem partiu. Dizemos “foi melhor assim”, “ele está num lugar melhor”, “Deus quis assim” – e acreditamos, honestamente, que estamos a ajudar. Mas será mesmo?
Quem já perdeu alguém sabe que nenhuma dessas frases toca de verdade o vazio. Pelo contrário, soam como pequenas agressões, que transformam o luto numa
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