Falam-nos do luto como quem nos oferece um mapa. Como se houvesse uma estrada bem sinalizada para atravessar a dor. Ora, o luto não quer saber das nossas agendas. Ele vem quando quer, como quer, com a força de quem arranca o chão debaixo dos pés. E o mais duro: é que ninguém nos prepara para ele.
Dizem-nos que o tempo cura, que vai passar, que temos de ser fortes. Mas não nos dizem que o luto também pode ser feito de risos no meio do choro. De dias bons seguidos por noites insuportáveis. De memórias que nos aquecem e, no segundo seguinte,
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