Há filmes a que não se assistem apenas vendo – sentem-se no corpo inteiro. Entram devagar, mas ficam. Há histórias que não pedem para ser compreendidas. Pedem para ser sentidas. Hamlet é uma dessas histórias. Não é um filme sobre a morte, é sobre o que permanece quando tudo o resto desaparece. Sobre o que fazemos com o silêncio depois do grito. Sobre aquilo que ninguém vê, mas que vive em cada gesto, em cada respiração mais pesada, em cada tentativa de continuar.
O luto, no seu estado mais puro, não tem forma bonita. Não é
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