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Até que a morte não nos separe

Há despedidas que não fazem barulho

PATRÍCIA SOUSA

PATRÍCIA SOUSA

Interlocutora do luto
6 de Maio 2026
Não há portas a bater, nem flores num caixão, nem palavras finais que nos ajudem a organizar o caos. Há apenas um silêncio estranho, quase indecifrável, que se instala onde antes havia presença. E é aí que começa um dos lutos mais difíceis de nomear: aquele que sentimos por quem continua vivo, mas já não faz parte da nossa vida. É um luto sem ritual. Sem reconhecimento social. Sem pausas concedidas. Ninguém nos ensina a lidar com a ausência de alguém que ainda respira no mesmo mundo que nós. Porque, tecnicamente, não “perdemos”