Há um silêncio que nos ensinaram a respeitar. Um silêncio pesado, quase sagrado, que cai sobre os nomes de quem partiu. Dizem-nos para seguir em frente, para não mexer na ferida, para “deixar descansar”. Mas ninguém nos avisa que, nesse silêncio, há um segundo funeral a acontecer.
O primeiro leva o corpo. O segundo leva a memória. E esse, curiosamente, somos nós que o fazemos. Aprendemos a evitar dizer o nome de quem morreu, como se fosse perigoso. Como se invocá-los fosse abrir uma porta que nunca mais conseguimos fechar.
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