Dezembro chega e ninguém pergunta se estamos prontos. Ninguém quer saber se o nosso coração ainda sangra. Ele simplesmente chega, com luzes, canções, abraços, ceias e nós sentimos raiva. Raiva de todo mundo que ainda tem alguém ao lado, de quem insiste em dizer “anda celebrar”, do calendário que exige alegria como se fosse lei.
Os enlutados não escrevem cartões, não tiram fotos, não participam nas selfies familiares. Estão lá, sentados, a olhar o lugar vazio à mesa, a sentir a falta do que nunca mais voltará. Não é sobre
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