Milhares de documentos “confidenciais” tratados como “lixo” expõem vida privada de cidadãos
O Instituto da Segurança Social (ISS) mergulha em contradições e mentiu sobre a forma como garante a confidencialidade e segurança de dados pessoais. O que o SETE JORNAL presenciou em Barcelos e investigou em conjunto com A Prova dos Factos (RTP) poderá ser, apenas, uma amostra do que acontece no resto do país. Os especialistas falam numa situação “preocupante” e “altamente lesiva” do interesse dos cidadãos.
Travessa Simplício de Sousa, Barcelos, 12 de Abril. Passam alguns minutos do meio-dia e no átrio junto à porta de entrada para o serviço de atendimento local da Segurança Social, que funciona no primeira andar, estão amontados um conjunto de sacos pretos. Numa folha branca colocada no exterior de cada um está a inscrição “lixo confidencial” e, devido ao elevado peso, há a necessidade de serem carregados por duas pessoas.
A tarefa é executada pelo condutor da carrinha, propriedade do ISS, previamente estacionada em cima do passeio.
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A situação já tem uma semana e a CP recusa dar explicações. Sem que se percebam os motivos da decisão, o comboio internacional está suprimido em todo o trajecto e o intercidades que, de segunda a sábado, faz a ligação Valença-Lisboa e volta, deixou de circular entre a cidade alto-minhota e o Porto.
A cumprir os últimos dias do segundo mandato à frente da Comissão Política Distrital do PSD de Braga, o eurodeputado (foto) recandidata-se ao cargo. Desta vez, terá (pelo menos) um adversário para disputar as eleições, que assumiu oficialmente a candidatura no mesmo dia em que Paulo Cunha comunicou a intenção de entrar na corrida, embora negue tê-lo feito.
António José Seguro mais do que duplicou o resultado obtido na primeira volta e ganhou as eleições presidenciais em Barcelos com 62,88% dos votos. Em três das 65 freguesias do concelho, André Ventura superou a votação do adversário. Não tendo ido além dos 3,86%, o número de votos em branco quase triplicou.
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