Miguel, Manuela e o negócio que trouxe os “gajos” do PSD desconfiados
Adiado sucessivas vezes, pode ainda não ser hoje (11) que arranca o julgamento do ex-autarca de Caminha e da empresária da comunicação que devia ter… começado ontem. O SETE JORNAL dá-lhe alguns detalhes do processo.
Depois de terem estado indiciados por crimes de corrupção activa e passiva, peculato, abuso de poder e participação económica em negócio, o ex-presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves, e a empresária Manuela Sousa regressam esta manhã ao Tribunal de Viana do Castelo onde vão ser julgados por um crime de prevaricação em co-autoria e na forma consumada. Adiado ontem, 10, por motivos de greve dos funcionários judiciais, não há qualquer garantia de que comecem hoje a ser ouvidos, exactamente pelas mesmas razões. O início das audiências
A informação com qualidade, rigor, actual e feita por jornalistas profissionais só é possível pagando àqueles
que a produzem o justo valor pela responsabilidade pública que assumem. E a independência e a capacidade para
escrutinar os poderes públicos e os seus abusos serão tanto maiores quanto maior for o número de leitores que se
disponibilizarem para pagar esse trabalho.
Apoie a causa do jornalismo livre e ajude-nos a fazer do SETE JORNAL a sua voz a favor de uma
sociedade mais
justa, esclarecida e verdadeira.
Para continuar a ler este e outros artigos exclusivos torne-se
assinante.
Há 22 anos que o clube tem no Estádio Cidade de Barcelos a sua “casa”. O Município reconhece que os custos com a gestão corrente daquele equipamento são consideráveis, mas continua sem vincular o Gil Vicente a um contrato de cedência que, por força da lei, terá de assumir as despesas e encargos da sua conservação e a manutenção. Em 2022, o executivo municipal tentou regularizar a situação, mas, apurou o SETE JORNAL, o clube recusou.
Nada bate certo nos esclarecimentos que o Município tem vindo a dar sobre a forma como criou e vai resolver a desconformidade denunciada pelo SETE JORNAL. Desta feita, desdisse a informação que prestou há menos de duas semanas, mas recusa dar mais detalhes.
Está entre os principais arguidos da Operação Tutti-Frutti, acusado de 22 crimes, seis dos quais por corrupção. Sem “condições políticas” para exercer o mandato de deputado, o PSD afastou-o do Parlamento, mas, volvidos dez meses, tem-no agora com candidato à Distrital de Braga, uma das maiores do País. Em Barcelos, a arregimentação de militantes foi grande nos últimos meses e a vitória dificilmente lhe escapará.
Se pretender receber no seu e-mail os tópicos das principais notícias do SETE JORNAL, subscreva a nossa newsletter. Faremos um uso regrado desta ferramenta e comprometemo-nos a não inundar-lhe a caixa de correio.