Miguel Costa Gomes e Domingos Pereira arriscam nova acusação
As autoridades seguem o rasto de, pelo menos, 32 contratos celebrados maioritariamente por ajuste directo que, entre 2010 e 2019, renderam 646.000€ a quatro empresas que têm os mesmos proprietários. Para perceber este “estratagema”, um grupo de funcionários municipais vai ser ouvido pelas autoridades no próximo mês.
O ex-presidente da Câmara, Miguel Costa Gomes, e o seu “vice” de então, Domingos Pereira, são os principais suspeitos neste inquérito que visa apurar as circunstâncias em que o Município contratou serviços e o aluguer de equipamentos de luz e som a quatro empresas detidas pelo mesmo casal. Três das sociedades têm sede na morada de um café localizado na Rua Professor Celestino Costa, em Barcelinhos, que, de resto, dá nome a uma delas: “O Som das Palavras”.
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Nada bate certo nos esclarecimentos que o Município tem vindo a dar sobre a forma como criou e vai resolver a desconformidade denunciada pelo SETE JORNAL. Desta feita, desdisse a informação que prestou há menos de duas semanas, mas recusa dar mais detalhes.
Está entre os principais arguidos da Operação Tutti-Frutti, acusado de 22 crimes, seis dos quais por corrupção. Sem “condições políticas” para exercer o mandato de deputado, o PSD afastou-o do Parlamento, mas, volvidos dez meses, tem-no agora com candidato à Distrital de Braga, uma das maiores do País. Em Barcelos, a arregimentação de militantes foi grande nos últimos meses e a vitória dificilmente lhe escapará.
No próximo ano sairão dos cofres da Câmara mais 2.224.435€, muito embora o orçamento que a Assembleia Municipal vota hoje, 29, tenha inscrito um montante inferior em 11,44%, pondo em causa a legalidade da deliberação. Aprovado em 2020, o saneamento financeiro continua a ser adiado e apesar do aumento exponencial das transferências, a saúde das contas da empresa é de grande vulnerabilidade.
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