Linha do Minho. Porquê pagar quando a CP permite viajar de borla?
Desde que a transportadora encerrou a bilheteira de Barroselas, um sem-número de passageiros viaja todos os dias sem pagar bilhete porque, em trânsito, os revisores não conseguem fazer a totalidade da venda. “Metade vai de borla”, disse um deles ao SETE JORNAL.
No trajecto de 91 km que separam Nine e Valença, na linha do Minho, Barroselas está entre as estações com maior afluência de passageiros. “Se há bilheteira que devia estar aberta, era aquela”, explica um dos vários revisores com quem o SETE JORNAL falou, alertando para a incontornável “fuga de receita”.
No entanto, desde Outubro de 2023 que as portas do edifício não voltaram a abrir e nelas foi afixada a indicação de que a bilheteira está “encerrada até aviso em contrário”. A mesma informação consta de um aviso que
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Desta feita é a Comissão da Carteira Profissional de Jornalista a lembrar o que o senso comum reconhece, mas a Câmara de Barcelos ignorou. A execução de parte das cláusulas inscritas nos contratos que totalizam 80.268€ e vinculam o E.24, Fama TV e VM TV só é possível com o envolvimento de jornalistas, a quem “está vedada” tal participação por força da lei.
Pedro Miguel Ferreira (foto) dispunha de 30 dias para requerer a suspensão da inscrição junto da Ordem depois de, no passado dia 10 de Novembro, ter sido designado vereador (com pelouros) da Câmara de Barcelos. O Conselho Regional do Porto confirma ao SETE JORNAL que a inscrição mantém-se “activa”. Já o advogado não presta declarações.
Os contratos assumem a forma de “aquisição de publicidade institucional do Município”, mas o clausulado técnico remete para a prestação de “serviços” de “divulgação jornalística”, “entrevistas” e, até, acompanhamento de “conferências de imprensa”. A Câmara recusa-se a entregar documentos relacionados com os processos de contratação, enquanto que o regulador da comunicação social já fez saber que vai avançar com um procedimento de “averiguações preliminares”.
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