Ex-presidente da Câmara e quatro funcionários municipais conhecem sentença a 7 de Maio
Nas alegações finais, as defesas tentaram deitar por terra a acusação, refutando-a integralmente e pedindo, antes, a condenação do assistente por litigância de má-fé. Como o SETE JORNAL adiantou, o Ministério Público (MP) quer ver os cinco arguidos condenados, embora admita “alguns ajustes”.
A última das dez sessões de julgamento que teve início há seis meses no Tribunal de Braga abriu hoje, 10, com a juíza-presidente a dar nota de que os requerimentos apresentados pelas partes processuais tinham sido admitidos. Entre eles está o do assistente, Ricardo Coelho, que põe em causa a veracidade do depoimento do ex-vice-presidente da Câmara de Barcelos, Domingos Pereira.
Suportado em declarações, textos e documentos da sua autoria, contradizem a generalidade do testemunho que prestou sob juramento e, por isso, crê-se que o MP
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Nada bate certo nos esclarecimentos que o Município tem vindo a dar sobre a forma como criou e vai resolver a desconformidade denunciada pelo SETE JORNAL. Desta feita, desdisse a informação que prestou há menos de duas semanas, mas recusa dar mais detalhes.
Está entre os principais arguidos da Operação Tutti-Frutti, acusado de 22 crimes, seis dos quais por corrupção. Sem “condições políticas” para exercer o mandato de deputado, o PSD afastou-o do Parlamento, mas, volvidos dez meses, tem-no agora com candidato à Distrital de Braga, uma das maiores do País. Em Barcelos, a arregimentação de militantes foi grande nos últimos meses e a vitória dificilmente lhe escapará.
No próximo ano sairão dos cofres da Câmara mais 2.224.435€, muito embora o orçamento que a Assembleia Municipal vota hoje, 29, tenha inscrito um montante inferior em 11,44%, pondo em causa a legalidade da deliberação. Aprovado em 2020, o saneamento financeiro continua a ser adiado e apesar do aumento exponencial das transferências, a saúde das contas da empresa é de grande vulnerabilidade.
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