Aonde é que pára a polícia? Ou o que a Câmara diz e desdiz sobre a mesma coisa
Esteve inicialmente prevista para o antigo quartel dos Bombeiros de Barcelinhos. Mais tarde, a Câmara confirmou que, afinal, ficaria acomodada nos baixos de um prédio habitacional, em Arcozelo. Quando entrar ao serviço, é nas instalações de um antigo restaurante (foto), a mais de 6 km da cidade, que a Polícia Municipal de Barcelos (PMB) vai funcionar.
A escolha de um espaço tem-se revelado tão incerta como a data em que a nova polícia administrativa entrará em funções. Há três semanas, o Município garantiu ao SETE JORNAL que os 15 agentes encontravam-se a cumprir um “período de estágio” iniciado em Março. “Durará seis meses, conforme está definido na lei”. Ontem, 23, a autarquia anunciou que, afinal, “iniciam funções em Abril” após “um estágio de um mês na Polícia Municipal de Braga, com o objectivo de complementarem a formação teórica recebida com uma vertente
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Desta feita é a Comissão da Carteira Profissional de Jornalista a lembrar o que o senso comum reconhece, mas a Câmara de Barcelos ignorou. A execução de parte das cláusulas inscritas nos contratos que totalizam 80.268€ e vinculam o E.24, Fama TV e VM TV só é possível com o envolvimento de jornalistas, a quem “está vedada” tal participação por força da lei.
Pedro Miguel Ferreira (foto) dispunha de 30 dias para requerer a suspensão da inscrição junto da Ordem depois de, no passado dia 10 de Novembro, ter sido designado vereador (com pelouros) da Câmara de Barcelos. O Conselho Regional do Porto confirma ao SETE JORNAL que a inscrição mantém-se “activa”. Já o advogado não presta declarações.
Os contratos assumem a forma de “aquisição de publicidade institucional do Município”, mas o clausulado técnico remete para a prestação de “serviços” de “divulgação jornalística”, “entrevistas” e, até, acompanhamento de “conferências de imprensa”. A Câmara recusa-se a entregar documentos relacionados com os processos de contratação, enquanto que o regulador da comunicação social já fez saber que vai avançar com um procedimento de “averiguações preliminares”.
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