Em sete meses, Câmara celebrou contratos no valor de 256.848€ com empresas jornalísticas
Entre 26 de Fevereiro e 16 de Setembro, o Município de Barcelos celebrou contratos com empresas jornalísticas no valor de 256.848€, recorrendo sempre ao ajuste directo por critérios materiais sem apresentar uma fundamentação que permita demonstrar o preenchimento dos pressupostos legais. O mais recente, no valor de 67.500€, foi rubricado com a empresa proprietária do Jornal de Notícias para organizar três conferências sobre os 50 anos do poder local, mas o caderno de encargos praticamente não define aquilo que o Município vai receber em troca.
A Câmara de Barcelos voltou a recorrer ao ajuste directo por critérios materiais para contratar uma empresa jornalística, elevando para 256.848€, mais IVA, o valor dos contratos celebrados com empresas do sector em apenas sete meses. O negócio mais recente foi feito com a Notícias Ilimitadas, S.A., proprietária, entre outros títulos, do Jornal de Notícias, O Jogo, Notícias Magazine e TSF, e prevê o pagamento de 67.500€, acrescidos de IVA, pela realização de três conferências integradas nas comemorações dos 50 anos do poder local.
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O presidente da Junta de Manhente mandou instalar uma ligação clandestina à rede eléctrica que, durante mais de dois meses, serviu o parque fluvial daquela freguesia. Para a distribuição da energia foram utilizados equipamentos da Câmara de Barcelos. Ao SETE JORNAL, Roberto Bogas negou sempre a existência de tal ligação, mas, no local, confrontado com as evidências, reconheceu o “erro”. Solicitado a prestar outros esclarecimentos, ficou em silêncio.
Depois das acusações de agressões e ameaças, o conflito entre Roberto Bogas (foto) e os dois vogais da Junta de Manhente ganhou novos contornos: o presidente alterou as senhas dos sistemas informáticos e mudou a fechadura da sede, faltou a uma reunião convocada na Câmara, enquanto que Ricardo Vilas Boas e Joana Fernandes recusaram participar na inauguração do Espaço Cidadão. Os dois vogais fizeram entretanto chegar a várias entidades participações para que a gestão da autarquia seja escrutinada. Aquele, por sua vez, pediu a intervenção do Ministério Público.
O julgamento do caso das luminárias terminou ontem, 28, no Tribunal de Braga, com o Ministério Público (MP) a pedir a condenação dos cinco arguidos e a aplicação da pena acessória de proibição do exercício de funções. Para Domingos Pereira (foto), o encerramento deste processo ocorre num período particularmente difícil: em apenas um mês, o ex-vice-presidente da Câmara de Barcelos vai conhecer três decisões judiciais relativas a processos em que está envolvido, isto quando, em todos, foi pedida e sua condenação e ainda se encontra a cumprir pena suspensa por corrupção.
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