Eleições no PS. Uma candidatura para combater o “bafio” e abrir o partido à sociedade civil
Com apelos constantes a uma renovação que terá de acontecer “a bem ou a mal”, Diogo Valadas traçou um retrato sombrio do que pode vir a ser o PS de Barcelos caso permaneça “sequestrado” pela actual liderança. A fórmula, propõe o candidato à Concelhia que recebeu o apoio de uma adversária, passa por eleições primárias.
Na falta de debate interno, os problemas do partido transpuseram as paredes da sede e foram comentados na rua, acompanhados de duras criticas à direcção, que é acusada de “fechar-se em reuniões secretas” e de não ouvir os militantes. “O partido está sequestrado, está refém, está enquistado”, começou por dizer o candidato que ontem, 14, ao final da tarde, fez a apresentação da sua candidatura ao ar livre, numa das ruas da cidade.
Um ambiente a condizer com as palavras da mandatária, que foi a primeira a abrir fogo sobre a
A informação com qualidade, rigor, actual e feita por jornalistas profissionais só é possível pagando àqueles
que a produzem o justo valor pela responsabilidade pública que assumem. E a independência e a capacidade para
escrutinar os poderes públicos e os seus abusos serão tanto maiores quanto maior for o número de leitores que se
disponibilizarem para pagar esse trabalho.
Apoie a causa do jornalismo livre e ajude-nos a fazer do SETE JORNAL a sua voz a favor de uma
sociedade mais
justa, esclarecida e verdadeira.
Para continuar a ler este e outros artigos exclusivos torne-se
assinante.
A Entidade Reguladora da Saúde identificou constrangimentos no acesso a cuidados após encaminhamento pela Linha SNS24, o que levou à emissão de recomendações às 27 unidades locais de saúde abrangidas pelo projecto. Na ULS Barcelos/Esposende, os números agora facultados ao SETE JORNAL revelam uma realidade aparentemente distinta, com apenas oito reclamações registadas desde a adesão ao modelo.
O vereador (foto) anunciou uma sindicância à Divisão de Fiscalização e Contraordenações depois de concluir que os serviços municipais falharam no acompanhamento da construção ilegal de um altar campal em Balugães. O procedimento destinava-se a apurar as razões pelas quais a obra avançou até à conclusão sem qualquer embargo municipal. Mais de dois meses depois, a sindicância não foi instaurada e a autarquia optou pelo silêncio.
Há 20 anos, o anúncio do encerramento da maternidade do Hospital Santa Maria Maior desencadeou uma das maiores mobilizações cívicas e políticas da história recente de Barcelos. Durante meses, milhares de pessoas saíram à rua, os partidos (quase) deixaram de lado divergências, a autarquia avançou para os tribunais e o debate chegou ao centro da agenda nacional. Duas décadas depois, o SETE JORNAL revisita os acontecimentos, os protagonistas e os momentos que transformaram a defesa da maternidade numa causa colectiva sem precedentes no concelho.
Se pretender receber no seu e-mail os tópicos das principais notícias do SETE JORNAL, subscreva a nossa newsletter. Faremos um uso regrado desta ferramenta e comprometemo-nos a não inundar-lhe a caixa de correio.