“Doutor fomos enrabados. Enrabados na Arruda, pá!” As conversas de Carlos Eduardo Reis nas escutas da operação Tutti-Frutti
As conversas telefónicas e as mensagens são peça-chave na acusação contra os 60 arguidos da operação Tutti-Frutti, onde o deputado e vereador na Câmara de Barcelos surge em diversas ocasiões a combinar e a entregar “luvas”. O SETE JORNAL percorreu as 1325 páginas do despacho acusatório para perceber o real envolvimento de Carlos Reis (foto) neste processo em que está acusado de 22 crimes, seis dos quais por corrupção activa.
Para além das buscas na Concelhia do PSD de Barcelos, a 27 de Junho de 2018, os inspectores da PJ levaram da residência de Carlos Eduardo Reis e do escritório da sua empresa – a Ambigold – documentação e equipamentos informáticos cujo conteúdo, uma vez cruzado com as mensagens e as conversações telefónicas entre os arguidos, permitiram à investigação decifrar os contornos das negociatas.
A partir de Lisboa, instalado nas cadeiras do Parlamento, Sérgio Azevedo exercia a sua influência para garantir a adjudicação de sucessivas
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Jorge Cruz (foto) comprometeu-se a entregar um conjunto de documentos caso o parecer jurídico que o próprio solicitou assim o recomendasse. E recomendou, mas o presidente da EMEC ignorou-o vai para dois meses. O SETE JORNAL quer saber em que circunstâncias dois trabalhadores daquela empresa municipal participaram, no período laboral, em acções de campanha da coligação PSD/CDS.
Foi escrito na Austrália, mas é direcionado ao público português. O que se passa acima das nossas cabeças é uma proposta da astrofísica e investigadora Elisabete da Cunha (foto) numa edição que acaba de chegar às livrarias com a chancela da Manuscrito. Nascida em Paris, foi em Barroselas (Viana do Castelo) que se deixou “fascinar” pelo “céu estrelado” sobre o qual agora escreve e que lhe moldou o destino quando tinha 13 anos.
Desta feita é a Comissão da Carteira Profissional de Jornalista a lembrar o que o senso comum reconhece, mas a Câmara de Barcelos ignorou. A execução de parte das cláusulas inscritas nos contratos que totalizam 80.268€ e vinculam o E.24, Fama TV e VM TV só é possível com o envolvimento de jornalistas, a quem “está vedada” tal participação por força da lei.
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