Concedido ilegalmente, dinheiro público utilizado para pagar multas, impostos e contribuições à Segurança Social
A SAD do Óquei Clube de Barcelos (OCB) justifica o gasto de muitos milhares de euros com despesas que não são admissíveis à luz dos contratos-programa de desenvolvimento desportivo pelos quais é, de resto, financiada pela Câmara ao arrepio da lei. Esta, por sua vez, faz vista grossa e paga sem colocar objecções.
Os municípios estão impedidos de conceder apoios financeiros a sociedades anónimas desportivas (SAD), tenham as competições em que estas participam carácter amador ou profissional. O SETE JORNAL denunciou há um mês que a Câmara de Barcelos ignora em absoluto esta proibição, mas, sabe-se agora, aceita também que a SAD do OCB apresente como comprovativos de despesa gastos com impostos, multas, contribuições à Segurança Social e, até, salvas em prata.
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Há 22 anos que o clube tem no Estádio Cidade de Barcelos a sua “casa”. O Município reconhece que os custos com a gestão corrente daquele equipamento são consideráveis, mas continua sem vincular o Gil Vicente a um contrato de cedência que, por força da lei, terá de assumir as despesas e encargos da sua conservação e a manutenção. Em 2022, o executivo municipal tentou regularizar a situação, mas, apurou o SETE JORNAL, o clube recusou.
Nada bate certo nos esclarecimentos que o Município tem vindo a dar sobre a forma como criou e vai resolver a desconformidade denunciada pelo SETE JORNAL. Desta feita, desdisse a informação que prestou há menos de duas semanas, mas recusa dar mais detalhes.
Está entre os principais arguidos da Operação Tutti-Frutti, acusado de 22 crimes, seis dos quais por corrupção. Sem “condições políticas” para exercer o mandato de deputado, o PSD afastou-o do Parlamento, mas, volvidos dez meses, tem-no agora com candidato à Distrital de Braga, uma das maiores do País. Em Barcelos, a arregimentação de militantes foi grande nos últimos meses e a vitória dificilmente lhe escapará.
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