CDU e a corrida às eleições autárquicas: quando nem os candidatos votam neles
Em duas das 15 candidaturas que apresentou às assembleias de freguesia de Barcelos, a coligação PCP-PEV teve mais candidatos do que votos. O SETE JORNAL já tinha noticiado a existência de listas que não integravam nenhum elemento recenseado no concelho.
Desta feita, o resultado ditou a saída da CDU da Assembleia Municipal, para a qual, desde 2009, apenas elegia um deputado – nas autárquicas de 2001 e 2005 chegou aos dois mandatos. À semelhança do resto do País, a erosão eleitoral que atinge a coligação acentuou-se, mas, em Barcelos, a perda de eleitorado ficou muito acima dos 20,7% da média nacional. Comparando os resultados com os de 2021, a contracção foi de 42,4% – para a Câmara Municipal fixou-se nos 43,6%.
As candidaturas às assembleias de freguesia reflectem, do mesmo
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Pela terceira vez em sete meses, o executivo de Mário Constantino tentará aprovar hoje, 2, um subsídio à ACIB (55.000€) para suportar despesas não comprovadas e que, num dos casos, terão sido realizadas há quase três anos. As respostas às perguntas do SETE JORNAL são evasivas e, noutras situações, comprovam que o Município desconhece o que vai pagar.
O SETE JORNAL falou com um conjunto de pessoas que desconheciam ter as quotas em dia e deixaram claro que se o seu nome consta dos cadernos eleitorais foi porque “alguém as pagou”. Entre os quase 3000 militantes reactivados – só em Barcelos – nos últimos meses, há dezenas de mortos, sendo que foi possível identificar, pelo menos, sete antigos autarcas.
Neste período, saiu da Assembleia da República, passou a desempenhar funções de vereador em regime de permanência e, em Novembro do ano passado, iniciou um novo mandato na Câmara de Barcelos. Estas circunstâncias, entre outras, obrigavam o agora candidato à Distrital de Braga do PSD a actualizar a Declaração Única junto da Entidade para a Transparência, mas nunca o fez. A irregularidade é sancionada com perda de mandato.
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