CDU e a corrida às eleições autárquicas: quando nem os candidatos votam neles
Em duas das 15 candidaturas que apresentou às assembleias de freguesia de Barcelos, a coligação PCP-PEV teve mais candidatos do que votos. O SETE JORNAL já tinha noticiado a existência de listas que não integravam nenhum elemento recenseado no concelho.
Desta feita, o resultado ditou a saída da CDU da Assembleia Municipal, para a qual, desde 2009, apenas elegia um deputado – nas autárquicas de 2001 e 2005 chegou aos dois mandatos. À semelhança do resto do País, a erosão eleitoral que atinge a coligação acentuou-se, mas, em Barcelos, a perda de eleitorado ficou muito acima dos 20,7% da média nacional. Comparando os resultados com os de 2021, a contracção foi de 42,4% – para a Câmara Municipal fixou-se nos 43,6%.
As candidaturas às assembleias de freguesia reflectem, do mesmo
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Lançado pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) para controlar densidades excessivas de javalis, Barcelos é um dos 65 municípios do continente abrangidos pelo projecto-piloto. A iniciativa, que envolve territórios de 15 distritos, prevê apoios financeiros às entidades titulares ou gestoras de zonas de caça pelos animais abatidos acima de um limiar de referência, calculado a partir dos registos das épocas venatórias anteriores.
O documento, apresentado sexta-feira, 9, com quase quatro anos de atraso, identifica como um dos principais problemas do concelho a dependência de um modelo económico assente na sub-contratação industrial e em actividades de baixo valor acrescentado, que considera “estruturalmente esgotado” e “insustentável a médio prazo”. O plano aponta, ainda, para uma combinação particularmente preocupante de baixa produtividade, salários inferiores à média nacional e envelhecimento demográfico, defendendo uma transformação profunda da economia local.
Os quatro eleitos do PS a Gamil e Midões (foto) recorreram hierarquicamente da decisão do Ministério Público de arquivar a participação em que pediam a intervenção daquele órgão para repor a legalidade na constituição da Assembleia de Freguesia. No recurso, que deu entrada segunda-feira, 12, no Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, sustentam que o arquivamento deixou por apreciar a legalidade da deliberação que declarou a renúncia aos mandatos e contestam o entendimento de que a sua ausência na sessão de instalação, em Novembro de 2025, consolidou a situação.
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