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Barcelos

Câmara reincide nos ajustes directos ilegais e adjudica 82.800€ a três rádios

Depois de ter recorrido ao ajuste directo para comprar “serviços” a jornais e empresas de comunicação em procedimentos que o SETE JORNAL demonstrou serem ilegais, a Câmara de Barcelos voltou a utilizar exactamente o mesmo mecanismo para contratar, desta feita, publicidade a três rádios, tendo ocultado documentação relativa aos procedimentos em causa. Antena Minho, Onda Viva e Rádio Barcelos firmaram, no conjunto, adjudicações no valor de 82.800€, aos quais acresce IVA, através de processos em que o Município voltou a invocar “critérios materiais” para afastar a concorrência.

PAULO VILA

18 de Setembro 2026
Exclusivo
Investigação
Câmara reincide nos ajustes directos ilegais e adjudica 82.800€ a três rádios
Os três procedimentos – AD31/2026, AD32/2026 e AD33/2026 – têm, aliás, uma característica que os aproxima directamente dos contratos denunciados anteriormente pelo SETE JORNAL: todos foram lançados como ajustes directos com base em “critérios materiais”, apesar de terem como objecto uma prestação que é assegurada por diferentes operadores no mercado. Os documentos a que o nosso jornal teve acesso mostram que a opção foi repetida nos três casos, sem que as decisões apresentem a fundamentação exigida para recorrer a este tipo
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As versões apresentadas por Miguel Costa Gomes e Joaquim Couto após serem detidos, em 2019, foram hoje reproduzidas em tribunal, a pedido do Ministério Público, depois dos cinco arguidos terem optado por não prestar declarações. Nelas, o antigo presidente da Câmara de Barcelos rejeitou as acusações e sustentou que as contratações das empresas de Manuela Sousa foram “sempre” conduzidas pelo então vice-presidente Domingos Pereira (ambos na foto).

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O julgamento da Operação Teia começa hoje, 15, no Tribunal de São João Novo, no Porto, com cinco arguidos acusados de um total de 111 crimes e uma parte central da acusação a passar por Barcelos. O Ministério Público atribui aos antigos presidente e vice-presidente da Câmara, Miguel Costa Gomes e Domingos Pereira, 31 crimes relacionados, entre outros factos, com a contratação de empresas de Manuela Sousa, num conjunto de negócios que movimentou cerca de 1,4 milhões de euros.

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