Câmara ‘abençoa’ confrarias e paróquias com mais 305.000€ em subsídios
Desde o início do mandato, o financiamento de obras de reabilitação e conservação de património da Igreja Católica ultrapassa já os 1,5 milhões de euros. Enquanto isso, o regulamento para definir “com clareza” os “critérios” de atribuição destas verbas está na gaveta há três anos.
Desde inundações (Vila Frescainha S. Pedro) a estragos causados por tempestades (Durrães), são múltiplos os argumentos para reclamar do Município somas avultadas que acabam empregues em diverso património eclesiástico. Só ontem, 4, a Câmara aprovou apoios no montante de mais 305.000€, uma decisão que, desta feita, mereceu a aprovação dos vereadores do PS, que até aqui reclamam transparência e equidade nos processos – ora votando contra, “como voto político de censura”, ora recusando participar nas votações.
Em Setembro
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Nada bate certo nos esclarecimentos que o Município tem vindo a dar sobre a forma como criou e vai resolver a desconformidade denunciada pelo SETE JORNAL. Desta feita, desdisse a informação que prestou há menos de duas semanas, mas recusa dar mais detalhes.
Está entre os principais arguidos da Operação Tutti-Frutti, acusado de 22 crimes, seis dos quais por corrupção. Sem “condições políticas” para exercer o mandato de deputado, o PSD afastou-o do Parlamento, mas, volvidos dez meses, tem-no agora com candidato à Distrital de Braga, uma das maiores do País. Em Barcelos, a arregimentação de militantes foi grande nos últimos meses e a vitória dificilmente lhe escapará.
No próximo ano sairão dos cofres da Câmara mais 2.224.435€, muito embora o orçamento que a Assembleia Municipal vota hoje, 29, tenha inscrito um montante inferior em 11,44%, pondo em causa a legalidade da deliberação. Aprovado em 2020, o saneamento financeiro continua a ser adiado e apesar do aumento exponencial das transferências, a saúde das contas da empresa é de grande vulnerabilidade.
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