Águas de Barcelos justifica avisos de corte e cobrança de juros com “problema informático”
A empresa escuda-se a explicar o que efectivamente aconteceu. E também não tomou a iniciativa de alertar os clientes para o que diz ter sido “um lapso”. Sabe-se, sim, que um número indeterminado que aderiu ao débito directo recebeu um “aviso de corte” porque a factura de Setembro de 2023 está em “dívida”.
Com rigor, desconhecem-se quantas pessoas foram notificadas e em que zonas do concelho residem. Rui Faria, presidente da União de Freguesias de Carreira e Fonte Coberta, disse ao SETE JORNAL que, “no decorrer da semana passada”, o carteiro deixou “mais de 200 cartas” nas duas aldeias. Na autarquia, “ficou uma por cada serviço” contratado. Admite, todavia, que o mesmo possa ter acontecido noutras freguesias. “Não quero acreditar que tenha sido só aqui”.
Contactada pelo SETE JORNAL, a Águas de Barcelos (AdB) “confirma”
A informação com qualidade, rigor, actual e feita por jornalistas profissionais só é possível pagando àqueles
que a produzem o justo valor pela responsabilidade pública que assumem. E a independência e a capacidade para
escrutinar os poderes públicos e os seus abusos serão tanto maiores quanto maior for o número de leitores que se
disponibilizarem para pagar esse trabalho.
Apoie a causa do jornalismo livre e ajude-nos a fazer do SETE JORNAL a sua voz a favor de uma
sociedade mais
justa, esclarecida e verdadeira.
Para continuar a ler este e outros artigos exclusivos torne-se
assinante.
O senhorio é Paulo Mendanha, homem próximo da coligação que governa a Câmara e com a qual intensificou negócios nos últimos tempos. Quando o SETE JORNAL procurou saber em que moldes se estabeleceram contratos de arrendamento que tem o Município como inquilino, o silêncio prevaleceu sobre a transparência. Os factos são agora dados a conhecer.
O prazo para a conclusão da ponte entre as freguesias de Arcozelo e Tamel S. Veríssimo terminou a 20 de Outubro, mas desconhece-se quando ficará acabada porque a Câmara recusa esclarecimentos. Às omissões do projecto somam-se atrasos incompreensíveis na adjudicação dos trabalhos complementares.
Tido como um “investimento de primeira prioridade” para resolver problemas ambientais “graves”, a infra-estrutura vai custar 36,2 milhões de euros, estando ainda por assegura cerca de um terço do financiamento. A nova ETAR substituirá a actual (foto), mantendo-se em Vila Frescainha S. Pedro.
Se pretender receber no seu e-mail os tópicos das principais notícias do SETE JORNAL, subscreva a nossa newsletter. Faremos um uso regrado desta ferramenta e comprometemo-nos a não inundar-lhe a caixa de correio.