Quando o poder compra simpatias e a imprensa vende o silêncio
PAULO VILA
26 de Outubro 2026
EDITORIAL
Há muito que o poder autárquico descobriu uma forma particularmente eficaz de domesticar a comunicação social de proximidade. Não precisa de censurar notícias, ameaçar jornalistas ou determinar aquilo que pode ou não ser publicado. Basta-lhe distribuir dinheiro. Muito dinheiro! Quase sempre sob a capa da publicidade institucional – uma actividade legítima quando orientada pelo interesse público –, esta prática transforma-se num instrumento perverso para alimentar dependências económicas, recompensar complacências
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escrutinar os poderes públicos e os seus abusos serão tanto maiores quanto maior for o número de leitores que se
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