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Região

Teia arranca com cinco arguidos em silêncio e Miguel Costa Gomes a rejeitar responsabilidades nos contratos de Barcelos

As versões apresentadas por Miguel Costa Gomes e Joaquim Couto após serem detidos, em 2019, foram hoje reproduzidas em tribunal, a pedido do Ministério Público, depois dos cinco arguidos terem optado por não prestar declarações. Nelas, o antigo presidente da Câmara de Barcelos rejeitou as acusações e sustentou que as contratações das empresas de Manuela Sousa foram “sempre” conduzidas pelo então vice-presidente Domingos Pereira (ambos na foto).

PAULO VILA

15 de Setembro 2026
Teia arranca com cinco arguidos em silêncio e Miguel Costa Gomes a rejeitar responsabilidades nos contratos de Barcelos
O primeiro dia do julgamento da Operação Teia ficou marcado pela reprodução das declarações prestadas por Miguel Costa Gomes e Joaquim Couto em sede de primeiro interrogatório judicial. Nenhum dos cinco arguidos quis prestar declarações nesta fase do julgamento, mas o antigo presidente da Câmara de Barcelos apresentou, durante o interrogatório, uma versão que afasta de si a responsabilidade pela contratação sistemática das empresas de Manuela Sousa e atribui ao então vice-presidente, Domingos Pereira, a gestão desses procedimentos
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Teia começa hoje a ser julgada no Porto: 111 crimes, 1,4 milhões em contratos e Barcelos no centro da acusação

O julgamento da Operação Teia começa hoje, 15, no Tribunal de São João Novo, no Porto, com cinco arguidos acusados de um total de 111 crimes e uma parte central da acusação a passar por Barcelos. O Ministério Público atribui aos antigos presidente e vice-presidente da Câmara, Miguel Costa Gomes e Domingos Pereira, 31 crimes relacionados, entre outros factos, com a contratação de empresas de Manuela Sousa, num conjunto de negócios que movimentou cerca de 1,4 milhões de euros.

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A acta regista que Roberto Bogas (foto) atingiu Ricardo Vilas Boas com um “agrafador de grandes dimensões”, agarrou-o pelo pescoço e voltou a agredi-lo com três socos, acusações que o presidente da Junta nega “categoricamente”. O secretário participou os factos à GNR depois de receber assistência no Hospital de Barcelos, sendo o relato da acta muito semelhante ao da participação policial a que o SETE JORNAL teve acesso.

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