Compra de notícias e entrevistas feita pela Câmara “não é legalmente possível”
Desta feita é a Comissão da Carteira Profissional de Jornalista a lembrar o que o senso comum reconhece, mas a Câmara de Barcelos ignorou. A execução de parte das cláusulas inscritas nos contratos que totalizam 80.268€ e vinculam o E.24, Fama TV e VM TV só é possível com o envolvimento de jornalistas, a quem “está vedada” tal participação por força da lei.
Depois da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) ter anunciado a abertura de um processo de averiguações preliminares, a Comissão da Carteira Profissional de Jornalista (CCPJ) também tomou posição após analisar as cláusulas técnicas subscritas pelas empresas jornalísticas Mediaprime - Publishing, L.da (E.24), Ilustrador de Sonhos - Unipessoal, L.da. (VM TV) e Editave Multimédia, L.da. (Fama TV).
“A contratualização de serviços jornalísticos de cobertura de eventos municipais não é, legalmente, possível, porquanto
A informação com qualidade, rigor, actual e feita por jornalistas profissionais só é possível pagando àqueles
que a produzem o justo valor pela responsabilidade pública que assumem. E a independência e a capacidade para
escrutinar os poderes públicos e os seus abusos serão tanto maiores quanto maior for o número de leitores que se
disponibilizarem para pagar esse trabalho.
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A freguesia de Alheira volta a receber amanhã, 8, a tradicional feira do gado integrada nas festividades em honra de São Lourenço e São Silvestre. Numa altura em que este tipo de certames praticamente desapareceu da maioria das localidades da região, a iniciativa mantém viva uma tradição cuja origem remonta a meados do século passado e que nasceu da fé dos lavradores e da importância que o gado assumia na economia rural de outros tempos.
A fotografia contemporânea volta a ocupar o Fórum Cultural das Neves esta sexta-feira, 7, mas desta vez com uma ambição que vai além de uma exposição temporária. A inauguração da primeira mostra do Neiva Lab. assinala o arranque público de um projecto de residências artísticas pensado para se prolongar até 2029, reunindo criadores convidados a desenvolver trabalhos a partir do território, das suas comunidades e das suas memórias.
Primeiro foi a instalação de uma estrutura num jardim público sem qualquer licença municipal. Seguiu-se a utilização de água da rede camarária em condições que a própria autarquia admitiu necessitarem de fiscalização. Agora, o SETE JORNAL apurou que o Yara Terrace ocupa domínio público para além da área autorizada, tendo colocado a copa e as instalações sanitárias fora do perímetro licenciado. Questionada sobre mais este incumprimento, a Câmara voltou a não responder.
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